Ser útil no mundo fútil

Comportamento

Letícia Dornelles

Publicado em 03/03/2020

Tenho um filho de 9 anos. Crio o Patrick sozinha. Vejo diariamente como é difícil educar, ensinar os valores básicos, e dar noção de civilidade a uma criança.

Não criamos nossos filhos para a segurança do lar doce lar. Criamos para encarar a vida, a selva lá fora, recheada de gente cruel que passa por cima, maltrata e desrespeita até os sentimentos de uma criança. Gente que se diz civilizada, mas age como animal irracional, como monstro pronto para atacar, morder e estraçalhar sem dó, nem piedade, quem passe pela frente.

Tive meu filho já madura. Nossa diferença de idade não se faz "visível" agora. Ainda aguento bem as brincadeiras e as obrigações, mas a vida vai mandar a conta lá adiante. Eu o preparo até para isso. Para saber administrar a vida adulta sem uma mãe tão ativa por perto. Talvez cansada, quem sabe idosa saltitante, tomara que com saúde. Sempre peço a Deus que me leve até bem longe nessa jornada. Pelo meu filho. Não tenho medo da morte. Creio que a vida é eterna e vai muito além dessa Terra árida. Tenho é medo de deixá-lo sem proteção. Sem o mínimo laço de família. Sem um colo para se aconchegar nos momentos de fragilidade.

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