Parasita (s)

Cultural

Carlos Maltz

Publicado em 11/02/2020

Talvez o melhor da arte, quando ela realmente faz jus a esse nome, seja quando a obra foge ao controle do seu criador e fala muito mais e além do que talvez ele mesmo quisesse dizer. Talvez o “Parasita”, do diretor sul-coreano Bong Joon Ho, que é o grande vencedor do Oscar 2020, caiba nessa categoria.

É claro que muita gente já está dizendo que o filme é uma crítica ao capitalismo e à “injustiça social” da Coréia do Sul e blá-blá-blá, e talvez até seja mesmo. Talvez. Mas ele também é bem mais do que isso e, provavelmente, esse foi o motivo principal da academia ter premiado pela primeira vez com a medalha de ouro, um filme legendado nos EUA. E numa corrida que tinha gente como Tarantino e Scorsese concorrendo.

Quando assisti ao filme, no final de 2019, não tinha a menor ideia do que se tratava. Nem das ideias político-sociais do diretor ou o que seja. Fui de cara amarrada, achando que ia assistir a mais um thriller banal cheio de efeitos especiais. Só fui por que minha filha insistiu muito.

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