Missão 411: A homenagem quase esquecida

Brasil

Laudelino Lima

Publicado em 04/02/2020

Agradeço ao amigo Sergio Monteiro por ter contato essa história uns anos atrás. Vou falar de um brasileiro que destruiu uma locomotiva e, abatido, chocou sua aeronave contra um armazém. Teve seu corpo arremessado pela distância de dois campos de futebol e caiu na calçada, inteiro, aos pés dos italianos que assistiram a tudo. Por ele e muitos outros, escolas italianas ainda hoje cantam os nossos hinos em português. Vamos lá!

Luiz Lopes Dornelles nasceu em 1920. Era um dos seis filhos do General Argemiro Dornelles e de D. Edília Lopes. Aluno destacado na Escola Militar do Realengo, esteve sempre entre os melhores de sua turma. Fisicamente forte, bem apessoado, mas meio mal-humorado e de poucas brincadeiras, o baixinho Dornelles era conhecido entre seus pares como o “gaúcho” enfezado, já que, apesar de ter nascido em São Paulo, há muito vivia no Rio Grande do Sul. Gozava da admiração dos colegas, pois participava vigorosamente das fugas para as noitadas em Bangu, que frequentemente acabavam em pancadaria com os rapazes do bairro.

Com a entrada do Brasil na guerra, Dornelles apresentou-se como voluntário no 1º Grupo de Aviação de Caça, o mítico “Senta a Pua!” O 1º Tenente Dornelles foi um exímio e corajoso aviador. Os vídeos de sua asa mostravam ataques mortíferos.
Sempre que tinha como alvo um depósito de munições, Dornelles “entrava” na explosão, trazendo as marcas dos estilhaços no seu P-47. Coragem, competência e audácia foram as suas marcas. Realizou 89 missões de combate, bem acima da média brasileira e muito superior à americana, que ficava em torno de 35 missões.

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