A mídia não é mais a mesma

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 21/01/2020

Há algumas décadas o todo poderoso do grupo ViacomCBS, Sumner Redstone, avisou que a imprensa que nós conhecíamos estava entrando em extinção. Principal controlador de um conglomerado que envolve todas as áreas do entretenimento e dono de uma fortuna avaliada em muitos bilhões, Redstone provavelmente não “previa” o que estava acontecendo, mas “via” o que ele, seus sócios, parceiros e concorrentes estavam fazendo.

Parte das mudanças ocorridas no mercado de comunicação, sem sombra de dúvidas, tem relação direta com o uso da tecnologia, seja por parte dos produtores, seja pelos usuários e consumidores. Embora a evolução do aparato tecnológico, sozinha, não explique o alcance e a profundidade das transformações, como veremos adiante, temos que acrescentar a essa equação o desdobramento natural do novo jeito de consumir informação, que exigiu a adaptação não apenas da forma, mas também no conteúdo.

Troca de prioridades, substituição dos hábitos e criação de novas necessidades. Estas foram as consequências imediatas das novidades tecnológicas e do novo padrão de consumidor de notícias e entretenimento. Uma causa pode ser creditada na conta da pulverização das fontes emissoras de informação. A multiplicação das vozes públicas diluiu a importância de alguns ícones e encorajou confrontos de versões e interpretações. Neste momento vieram à luz uma série de discursos vazios, distorcidos ou simplesmente equivocados – para não dizer mentirosos. Antes ficavam sem resposta, agora são desmascarados em tempo real.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar