Histrionismo e saudade na pós-modernidade

Geral

Rafael Valera

Publicado em 14/01/2020

Os tempos que estamos vivendo são, de fato, os obscurantistas. Aquele mito da escuridão, da cegueira, de brutalismo intelectual, do qual culpam ao medievo - mesmo seus contratempos, mesmo seus defeitos - funcionou sem nós sabermos disso, como a premonição para os tempos de hoje, sufocados por uma cultura sem rosto, infantil, atomizante e, sendo francos, «pornô».

O pós-modernismo, como o conhecemos, segue o mesmo curso que o modernismo começou. O modernismo é a origem direta do pós-modernismo, mas sofre uma ruptura (disruptiva), ao entrar num processo aceleracionista graças à cultura de massas, consequência lógica - para bem ou mal - da industrialização.

Junto àquilo a cultura do espetáculo, esteticamente lúdica, terrivelmente técnica e sensacionalista, adiciona um fator que poderíamos vê-lo como a evolução do antropocentrismo - que não é necessariamente antitradicional - para um “hedocentrismo” no qual o relaxamento, o prazer e, portanto, o intimismo, são a medida da vida. Ironicamente, o senso do dever, o da responsabilidade superior, é agora a satisfação individual máxima, produzindo um caos perante uma ordem saudável de justa medida.

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