O que é o “bolivarianismo”?

Geopolítica

Ricardo Roveran

Publicado em 14/01/2020

Muito se ouve falar sobre “bolivarianismo” nos mais diversos círculos e discussões políticas. O termo tornou-se, na prática, um porrete para golpear os adversários com uma acusação que, no fundo, significa algo como “política comunista da Venezuela”. Um motor sem freios para miséria, fome, morte e violência. Mas o que ele realmente significa? É o que vamos tratar aqui.

O termo “bolivarianismo” é uma referência à história e aos ideais de um líder venezuelano chamado Simón Bolívar. O desejo de Bolívar era formar uma confederação hispano-americana com as regiões que pertenceram ao Império Espanhol. A justificativa é o passado histórico em comum, instituições semelhantes, professarem idêntica religião - a católica - e terem o espanhol como idioma.

Muito antes dos comunistas formarem a União Soviética, anexando países vizinhos num bloco só, algo muito parecido se passava na cabeça de Simón Bolívar. Ele apostava na aproximação geográfica dos países. Em sua linha de raciocínio, não entrariam os Estados Unidos, o Haiti e o Brasil - este último por ainda estar ligado a Portugal. O Brasil só romperia com Portugal anos mais tarde, em setembro de 1822.

“Eu desejo, mais do que qualquer outro, ver formar-se na América a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riquezas do que pela liberdade e glória”, disse.

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