Mas afinal, para que servem os artistas?

Cultural

Carlos Maltz

Publicado em 14/01/2020

Interessante. Assisto no Zap, um manifesto (?) de uma cantora. Chama-se, segundo ela, “Vida em branco”. Começa dirigindo-se a um ouvinte imaginário: “Você não precisa de artistas?” O tom é notoriamente de indignação. Não sei exatamente do que esta pessoa está falando e nem o motivo de sua atitude. Mas sigo. Ela está dizendo para o tal ouvinte que, se ele não precisa de artistas, que devolva (para quem?) todos os versos, quadros, momentos felizes etc., que, segundo ela, lhe teriam sido proporcionados pelos artistas. Eu presumo.

Daí ela começa a descer a ripa. Diz que o tal tem a “cabeça em branco”, o “cérebro de cimento”, “silêncio cheio de ódio”. Diz que vai dormir sem sonhos e acordar com raiva. E conclui dizendo que o mundo do interlocutor imaginário, que segundo ela, não precisa de artistas, é perverso, sem graça e sem alma.

E termina desejando Bom dia. - Para quem tem alma.

Interessante. Fez-me pensar. Não tanto a quem ela estaria se dirigindo ou o motivo de sua indignação que a levou inclusive a ofender o tal. Mas na questão central que ela levanta: Será que precisamos de artistas. Para quê?

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