Ascensão conservadora global

Geopolítica

Ricardo Roveran

Publicado em 07/01/2020

“Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo”. Com esta sentença, Karl Marx abria o Manifesto do Partido Comunista em 1848. “Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha”, acrescentava o filósofo alemão, analisando o cenário político que os adeptos das ideias dele encontrariam pela frente. É fato que o espectro do comunismo não apenas rondou toda Europa, como se expandiu para Ásia, fez filhos na África, netos na América Latina e por muito pouco não se criou na América do Norte.

Após lançado o Manifesto, que já tem quase dois séculos de existência, concluiu-se que não se tratava apenas de um espectro, um imagem assustadora e fantasmagórica que causa terror naqueles que a contemplam, mas de um Kraken, que, de acordo com a mitologia grega, trata-se de uma Lula Gigante, um monstro criado por Poseidon, rejeitado para ser a representante dos mares, banido para os mais profundos abismos marítimos e famoso por destruir quaisquer embarcações que encontrasse pela frente.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar