Os erros de “Dois Papas”

Cultural

Max Cardoso

Publicado em 07/01/2020

O diretor brasileiro Fernando Meirelles, junto com o roteirista americano Anthony McCarten, lança um filme baseado em “fatos reais” tendencioso e cheio de erros. Recentemente, estreou nos cinemas e na plataforma Netflix o filme “Dois Papas”. A ideia parece conceber um tipo de documentário com uma certa liberdade criativa e acaba cometendo erros históricos bastante graves que qualquer observador atento pode perceber.

Há uma clara tendência em promover uma visão de mundo e de Igreja mais progressista e de viés socialista, o que seria um futuro melhor, e ao mesmo tempo contrapor uma visão mais conservadora e tradicional que parecer ser o grande problema da Igreja, desde o passado, em seu diálogo com o mundo.

Em “Dois Papas”, com uma narrativa envernizada, mas altamente especulativa sobre supostos eventos reais, McCarten e Meirelles, de modo bastante imprudente, tentam exaltar o Papa Francisco (Jonathan Pryce) destruindo a imagem do Papa emérito Bento XVI (Anthony Hopkins). Eles chegam até mesmo ao ponto de mostrar brevemente em tela duas pessoas rotulando o pontífice emérito de nazista.

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