Novos representantes, velhas táticas e um feliz ano novo!

Congresso

Tom Martins

Publicado em 31/12/2019

Sempre fui um combatente das marotas alterações legislativas ou qualquer medida leniente com a impunidade ou com a criação/majoração de tributos, principalmente em vésperas de feriados. A condenável técnica de estabelecer legislações duvidosas nas proximidades das festas natalinas e carnavalescas é antiga. Regramentos indigestos são “empurrados goela abaixo” em momentos que deveriam ser de alegria, aproveitando-se sorrateiramente da natural descontração em torno de festividades.

Pensei que esta vil estratégia política tão largamente utilizada por déspotas de matiz rubra estivesse abandonada por um governo supostamente verde e amarelo. Enganei-me. Continuo firme na torcida pelo sucesso de nossos governantes, mas eu aprendi a não brigar com os fatos estampados diante do meu nariz. A caneta presidencial, como todo o resto do sistema, parece continuar nervosa às vésperas de festividades. Nada se compara à asquerosa podridão petista, mas considero inegável que nosso querido Brasil ainda continua a vomitar facilidades para réus e tergiversar com a impunidade.

Ufa! Pelo menos temos o Partido Novo! Este sim, genuinamente liberal clássico. Chega de tantos tributos! Sinto muito, leitor, mas não é bem assim. O Partido Novo se propôs a inaugurar os valores da liberdade e da não interferência estatal na economia brasileira, mas contradiz seu DNA ao não expurgar os deputados que traem os princípios morais do próprio partido. Outro dia, fiquei pasmo ao observar que um dos deputados deste suposto partido liberal adotou a velha tática de sugerir a criação de mais burocracia, devidamente coroada com um novo tributo sobre criptomoedas. Pois é... E o povo? E os eleitores que acreditaram nos valores divulgados? Bem... são meros detalhes e não passam de dados estatísticos. Nas costas dos amantes da liberdade, o peso de mais uma decepção.

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