Voto eletrônico: a grande oportunidade perdida

Eleições

Laudelino Lima

Publicado em 03/12/2019

O voto eletrônico ainda carece de consenso no mundo. Cada país tem uma solução diferente e muitos, mesmo que desenvolvidos, permanecem com o papel. Embora a tecnologia esteja avançando, é sempre um trabalho individualizado. O Brasil perde uma grande oportunidade em não liderar essa mudança que entraria para a história da nossa espécie. Diante desse quadro medonho que vivemos, deveríamos lançar um manifesto mundial pelo voto eletrônico definitivo, atendendo a todos princípios universais que citei na coluna anterior, fora os outros de que não falei: inviolabilidade, unidade eleitor/voto, eficiência, economicidade, entre outros.

Tal manifesto seria uma conclamação para que todos os países, institutos, universidades, professores e estudiosos do tema participassem do projeto capitaneado por nós que, no caso, desenharíamos software, hardware e procedimentos que entregassem uma eleição inquestionável. Tudo aberto, tal como são feitos na comunidade Linux. Evolução e desenvolvimento sendo feitos 24 horas por dia e 7 dias por semana. Toda a humanidade poderia participar e, inicialmente, o Brasil estaria custeando esse desenvolvimento e servindo como homologador em nossas eleições.

A aplicação desse modelo, seja nos Estados Unidos ou na Zâmbia, sendo utilizado dentro dos padrões definidos, sempre resultaria em uma eleição limpa e confiável. A abertura do hardware possibilitaria que grandes potências fabris asiáticas construíssem equipamentos para o terceiro mundo, barateando sua produção. O Brasil, como patrocinador inicial, teria milhares de urnas para serem alugadas para países que desejassem realizar eleições com o novo modelo. Teria pessoal, teria expertise. Uma eleição custa muitos milhões e até bilhões, como é o nosso caso. E vejam, esse é ainda um projeto que se paga, pois poderíamos exportar equipamentos, conhecimento e mão de obra mundo afora após desenvolver, testar, homologar e implantar um sistema de quinta geração que poderíamos chamar de Modelo Brazil. Esse modelo pode ser aquele que levará a humanidade a um novo patamar eleitoral. Associando o nome do nosso país a um produto que entrega confiança, qualidade, velocidade, robustez e, acima de tudo, paz e democracia.

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