Administração versus Guerra Cultural

Comportamento

Ricardo da Costa

Publicado em 26/11/2019

Uma vitória surpreendente. Contra todos, literalmente. Meios de comunicação, comunidade acadêmica, classe artística. O caminho ao abismo socialista parecia certo. Quase tudo havia sido tomado. Na verdade, quase tudo foi tomado. Mas a verdade liberta – e vos libertará (João 8, 32). E como libertou! De minha parte, nunca poderia imaginar que Deus me permitiria presenciar isso, mas após décadas da funesta dobradinha PSDB/PT – isto é, ideologicamente centro-esquerda e esquerda – finalmente o Brasil elegeu um candidato de direita. Mas já podemos dizer que vivemos de fato em uma democracia? Não. E por quê? Porque todas as estruturas foram tomadas.

A burocracia – na União Soviética recebia o nome de “nomenclatura” (номенклату́ра) – é senhora. Vou fazer uma analogia: é como você brigar com o porteiro de seu prédio. Até achar sua correspondência “perdida” no escaninho de outro morador, a conta já venceu. É preciso conferir tudo, o tempo todo, até o fim. Um desgaste!

Assim aparelhada, a burocracia pratica uma tensa guerra surda nos bastidores. Aliás, creio que esse é o verdadeiro sentido do lema “ninguém larga a mão de ninguém”. Há de se acompanhar pari passu toda a tramitação! Sem esse trabalho de formiguinha, resiliente, de nada adiantam os holofotes! Essa é a verdadeira guerra, silenciosa, oculta, do governo Bolsonaro.

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