A importância do registro

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 20/07/2021

No artigo anterior abordamos um texto do Século XVI, do autor Étienne de La Boétie. O trabalho[1] é de 1563 e sobreviveu todos esses anos graças a uma peculiaridade: foi registrado em um meio material. Sejam em papiros, pergaminhos ou nos “modernos” papéis, o registro do conteúdo permitiu que as sociedades pudessem acumular e compartilhar os conhecimentos dos antepassados de forma a progredir e evitar a repetição dos erros cometidos ao longo do tempo.

É claro que o conhecimento sempre foi transferido entre as gerações de outras maneiras, principalmente pela oralidade da tradição, mas sempre – ou pelo menos quase sempre –, os pontos essenciais desse conteúdo acabaram sendo registrados de alguma forma em algum momento. Em outras palavras, o legado daqueles que viveram antes precisou de um registro, um suporte material para chegar até nós. Foi assim com o Pentateuco escrito por Moisés, com os Evangelhos e com as mais importantes obras da Antiguidade que chegaram até os dias de hoje.

[1] Discurso sobre a servidão voluntária.

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