Uma espécie em extinção?

Comportamento

Carlos Maltz

Publicado em 17/07/2019

Jung alertava que uma época desprovida de símbolos e mitos religiosos vivos poderia endeusar e transformar qualquer coisa, desde o fanatismo político, até o próprio cientificismo estatístico numa espécie de “revelação” acima de qualquer possibilidade de questionamento ou relativização.

Sob a égide dos pressupostos científicos, tanto a psique quanto o homem individual, quanto qualquer acontecimento singular poderia sofrer um nivelamento e um processo de deformação que distorce a imagem da realidade e a transforma em uma média ideal que causa forte impacto psicológico coletivo. Reprime o fator individual em favor de unidades anônimas que se acumulam em formações de massa. Em lugar da essência singular concreta, surgem nomes de organizações e, no ápice desse processo, o conceito abstrato do Estado enquanto princípio da realidade política. Neste caso, é inevitável que a responsabilidade moral do indivíduo seja substituída pela razão do Estado. Diz Jung:

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