Pizza à Brasileira

Brasil

Tom Martins

Publicado em 12/11/2019

Quando as discussões jurídicas abordam a hipótese de condenados por duas instâncias serem presos ou não, penso que algo esteja errado no chamado país da impunidade. A Suprema Corte brasileira recebera rotundo repúdio do povo brasileiro, manifestado nas grandes avenidas do nosso querido e difícil Brasil. Em 2016, bonecos gigantes dos agentes políticos[1] togados foram inflados por um povo sedento por Justiça[2]. Em 2019, tivemos a oportunidade frustrada de uma polêmica Lava Toga (antes da aprovação da reforma da previdência), além de reiteradas manifestações contra o STF[3]-[4], inclusive de grupos antagônicos ao governo Bolsonaro[5]-[6]. Neste momento, confesso que porto uma sensação incômoda com a histórica “leniência laxativa” desta corte, ao menos na opinião dos populares e do jornalista José Nêumane Pinto[7]. A revolta dos populares invade, inclusive, estádios de futebol[8] e outros ambientes propícios a aglomerações.

Recebi alguns questionamentos: o que fazer diante da cultura da impunidade? Onde estariam os demais poderes? Onde estariam as indignações dos magistrados honestos? Por que o Senado não fala em Lava Toga após a aprovação da previdência? Onde estariam os militares? Onde estaria a OAB? Não porto respostas a todas essas perguntas, mas apenas indigestas reflexões. Pessoalmente, não espero nada da outrora gloriosa, hoje vergonhosa OAB, e também não deposito confiança alguma nos magistrados, pois a maioria dos operadores do Direito que conheço foram doutrinados e contaminados ideologicamente, para o meu lamento.

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