Como criminosos se tornam vítimas nos tribunais e na mídia

Brasil

Luiz Fernando Ramos Aguiar

Publicado em 07/06/2021

Imersos em uma mentalidade corrompida pela inanição cultural, doutrinação ideológica e desprezo à realidade, os tribunais e as redações tornaram-se o baluarte do crime. A maioria esmagadora dos veículos do jornalismo “profissional” ao invés de apontar o horror do crime e a barbárie dos marginais, volta suas manchetes contra as forças policiais e ignora o sofrimento das vítimas. No outro flanco, uma parcela significativa dos magistrados desgasta o prestígio de suas cortes, motivados pelo ativismo, colocam em liberdade criminosos condenados, dificultam prisões em flagrante e travam uma cruzada em defesa das mais insanas políticas de desencarceramento.

Acuada pelo crime, a população não entende a lógica peculiar dos magistrados que, antagônica à justiça, leva à descrença no sistema. Dessa forma, compele as pessoas à vingança privada, quando possuem os meios, ou ao desespero e à desesperança, quando indefesas. Tudo amplificado pelos canais da grande mídia, retratando o crime exclusivamente em duas vertentes: sensacionalista e simplista; ou minimizando os atos mais bárbaros, romantizando a história dos criminosos tratados como vítimas de uma sociedade “opressora”.

Nessa narrativa policiais são algozes, saem de suas casas com o único objetivo de executar, torturar e extorquir. Ainda que majoritariamente os profissionais estejam empenhados no combate à criminalidade de maneira íntegra, o fato é solenemente ignorado. Policiais de todas as corporações não temem mais os tiros e as granadas das facções, o grande horror é que o sacrifício pessoal, inerente à profissão, seja configurado como crime contra a humanidade. O desafio é convencer família e amigos que, apesar da narrativa hegemônica da mídia, eles dedicam suas vidas a uma causa justa.

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