Crise e Controle

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 31/05/2021

Como vimos no artigo anterior, toda crise gera aumento e concentração de poder. 

O medo, a insegurança e a opressão da desordem amolecem a resistência e enfraquecem a defesa aos direitos naturais dos indivíduos. É da natureza humana reagir diante da instabilidade, daquilo que destoa do seu cotidiano, como o organismo do marinheiro amador que reage ao balanço do mar e põe pra fora o que ele comeu. O ambiente instável faz a pessoa buscar um porto-seguro, mesmo que seja preciso abrir mão de algumas prerrogativas do direito natural. A viagem, para o marinheiro da analogia, e os direitos, a liberdade e a privacidade para o povo, que se rende a oportunistas totalitários que instrumentalizam o pânico para alcançar seus objetivos.

Da mesma forma que o medo e o desejo pela reposição da ordem – sentimentos quase generalizados em meio a uma crise – abrem espaços para iniciativas abusivas, também permitem o avanço das técnicas de controle social em todas as áreas.

Dentre todas as implantações decorrentes da crise Covid19, podemos dividir em dois grupos, de acordo com as suas consequências mais prováveis.

No primeiro grupo encontram-se as decisões que retiram ou limitam direitos por meio de mudanças legislativas, os decretos dos poderes executivos de todas as instâncias, as regulamentações administrativas, as jurisprudências e as atitudes arbitrárias de pequenos e grandes tiranos.  

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