Crise e Poder

Geral

Alexandre Costa

Publicado em 11/05/2021

Quando o banco Lehmann Brothers quebrou, causando a crise do subprime, em 2008, uma das consequências mais visíveis foi a concentração de poder. Além dos prejuízos em cascata que endividaram milhões de pessoas e devastaram pequenos patrimônios e aposentadorias, a aparente derrocada de um dos maiores players do sistema financeiro ajudou a acumular o poder sob três aspectos.

O primeiro, mais óbvio, pode ser representado pela concentração do mercado bancário. Vários bancos foram comprados ou assimilados devido a falências e instabilidades, entre eles o próprio epicentro do terremoto, o Lehman Brothers, que teve partes da sua estrutura absorvidos pelo Barclays. 

Os pequenos foram engolidos pelos médios, que foram engolidos pelos grandes e todos foram parar na barriga dos poderosos bancos internacionais. 

Esse fenômeno é progressivo, com saltos causados pela explosão de bolhas especulativas ou “pedaladas monetárias” descontroladas, como em 1929 e 2008, e existe pelo menos desde a criação do Federal Reserve. 

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