As razões do paternalismo

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 03/05/2021

Dentre todas as mudanças causadas pela Covid-1984, uma questão parece ser a mais relevante e também a mais assustadora: a forte presença de uma mentalidade autoritária em grande parte dos homens públicos.

Com a chegada do coronavírus o mundo foi transformado em seus mais variados aspectos. Da saúde à economia, de leis a comportamentos, passando pela educação, pelas relações de trabalho e afetivas. Tudo mudou e, pelo andar da carruagem, além de conviver permanentemente com alguns itens dessa lista de incisões no nosso cotidiano, também é muito provável que ainda tenhamos que nos acostumar – em breve! – com medicamentos obrigatórios e controle sobre a comida – disfarçado de “segurança alimentar”. Esse conjunto de pequenas e grandes mudanças artificiais e, portanto, anormais, vem sendo chamado de Novo Normal. 

Por não ser natural, por não nascer de um desejo genuíno da população, o Novo Normal é planejado, pensado ou pelo menos conduzido por um grupo restrito de pessoas, com voz e poder para realizar os seus desejos por meio de uma representação desproporcional sob qualquer parâmetro democrático. Isso é autoritarismo. 

Em menos de um ano e meio assistimos a uma sequência de iniciativas autoritárias que superam em número e gravidade todas as últimas décadas, inclusive contando a Era Vargas ou o período governado pelos militares. 

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