O feminismo venceu

Geral

Robson Oliveira

Publicado em 19/04/2021

A mudança de perspectiva da teoria crítica socialista, com relação à luta de classes, ganhou nova etapa quando a batalha contra a expropriação e violência do burguês sobre o proletariado deixou a fábrica e ganhou a cozinha. Embora já estive claro no Manifesto do Partido Comunista a necessidade de destruir a família tradicional (cf. segundo capítulo da obra), num famoso texto de Engels (A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado) torna-se evidente a missão de transpor para o lar a luta iniciada nas fábricas: a expropriação do proletário tem na mulher sua versão mais originária:

A forma de família que corresponde à civilização e vence definitivamente com ela é a monogamia, a supremacia do homem sobre a mulher, e a família individual como unidade econômica da sociedade (ENGELS, 2019, p. 195).

Para o estudioso das relações sociais, torna-se mais que evidente o projeto fundamental de transformação proposto por Engels e pelos socialismo: “a necessidade e o modo de se estabelecer uma igualdade social efetiva entre ambos, não se manifestarão com toda a nitidez senão quando homem e mulher tiverem, por lei, direitos absolutamente iguais” (ENGELS, 2019, p. 82). E tendo em vista as transformações das civilizações ocidentais, desde esta análise de Engels, é preciso dizer que o comunismo conseguiu seu intento.

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