O processo legislativo é influenciado pela guerra cultural?

Congresso

Daniel Lemos

Publicado em 12/04/2021

Sempre foi assim, e há pouco tempo nos despertamos para essa realidade, inclusive eu, que assumi essa luta em canais conservadores e de direita. Muito embora tenhamos escrito na Constituição Federal sobre o Estado Democrático de Direito, em que se pressupõe o alinhamento dos Poderes, da União e das instituições à democracia, e a garantia de que o voto e os instrumentos democráticos de participação popular realmente projetam o melhor para os cidadãos, tais perspectivas podem não se sustentar em meio à guerra cultural. 

Na guerra cultural, há uma enorme massa de perdidos que não conseguem ver a sua importância no cenário político do país e, por consequência, abrem mão do seu direito de decidir democraticamente os melhores rumos para a sociedade como um todo, ou participar ativamente do processo conhecendo as regras atuais. Não existe maior segredo em nossas mãos do que conhecermos a regras do mecanismo e lutar para influenciar ele pegando as falhas ou as vantagens do sistema.

Já dizia o ditado: em terra de cego, quem tem um olho é rei. Na guerra cultural, quem tem um olho está no jogo, é peça fundamental para lutar por suas escolhas, desde uma educação de qualidade para os filhos e maior segurança nas ruas das cidades até a concretização de políticas públicas que garantam os direitos de cada cidadão. Alguns até dizem que tudo é balela, “utopia”, pois somos somente atacados, e a demanda vale a experiência dos quer ficam tentando mostrar o caminho para que debaixo o povo possa mudar sua própria história e do Brasil.

São cegos aqueles que fecham os olhos para a realidade e optam por viver numa redoma ficcional, lugar cômodo e livre das responsabilidades de cidadão; são cegos aqueles que, por livre escolha ou ignorância, deixam de fazer algo por seu próprio futuro, creditando as mazelas sociais a terceiros, como se estivessem fora do seu alcance as decisões políticas que envolvem toda a sociedade. Ou deixam de lutar o combate a que ela se propõe.

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