Fontes indicam... Uma reflexão

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 12/04/2021

O que acontece quando uma pessoa revela um fato escandaloso, que não possui a verossimilhança necessária para a aceitação imediata? 

Pense um pouco.

Para pessoas normais, que possuem um senso crítico apurado, que procura estabelecer critérios mínimos para acreditar em uma informação, a continuidade da conversa requer alguma substância, algum indício de que aquilo faz sentido, não apenas dentro da construção linguística, mas no confronto com a realidade.

Normalmente a primeira, ou pelo menos uma das primeiras questões que serão levantadas diz respeito à origem da informação: “quem disse isso?” ou “de onde você tirou esses dados?”.

Se a resposta for vaga, insuficiente ou ainda mais inverossímil que a primeira informação, costuma-se descartar o conjunto de dados apresentado. Seja de forma declarada ou dissimulada, a descrença se impõe. 

É claro que existem exceções, e elas sempre estão relacionadas à credibilidade do mensageiro. Caso não existam indícios que confirmem a versão apresentada, resta a confiança naquele que traz a informação. Nesse momento são pesadas as experiências anteriores e um potencial conflito de interesses entre o emissário e os dados apresentados. Pessoas normais agem – ou deveriam agir – desta forma no seu cotidiano. E isso não é uma recomendação arbitrária, isso se chama sensatez. 


Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar