Operação Caridade

Cultural

Leônidas Pellegrini

Publicado em 05/04/2021

Era quinta-feira da Semana Santa quando o prefeito baixou um novo decreto proibindo qualquer entidade ou pessoa física de distribuir comida, roupa ou qualquer tipo de bem material para moradores de rua. Até moedinhas de esmola estavam proibidas. Segundo o decreto, toda e qualquer distribuição do gênero deveria ser feita pela recém-criada Secretaria Assistência e Justiça Social, que ficaria responsável pela entrega de kits contendo uma bisnaga de álcool em gel, uma caixinha de máscaras de três camadas e dois saquinhos de uma pasta nutricional feita a partir dos alimentos descartados pelo Centro Municipal de Alimentos e Insumos Agrícolas aos oficialmente denominados “cidadãos em situação de vulnerabilidade social”. Todos aqueles que fossem pegos em flagrante delito de caridade não oficial seriam levados sob custódia e poderiam sofrer penas que variavam do pagamento de pesadas multas ao confisco de veículos ou imóveis.

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