Por que a intervenção militar não é uma opção viável

Brasil

Alberto Alves

Publicado em 05/04/2021

É inevitável ficar indignado com as arbitrariedades dos governadores e prefeitos na conduta tirânica com o nosso povo, sob a égide do STF, violando sem qualquer pudor as regras previstas pela nossa constituição. A indignação se potencializa quando o presidente da República, que tem poder e apoio popular para intervir de acordo com o Artigo 142 e não o faz. Resta-nos então tentar entender o que leva o presidente a não se mobilizar nesse sentido. Uma coisa é certa: se ele não o fez é porque não encontrou vantagem substancial para isso. Como bem disse o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, “Por mais brilhante que a estratégia seja, você deve sempre olhar para os resultados”. E os resultados certamente não seriam bons para o nosso lado.

Diferentemente das condições existentes em 1964, que permitiu uma intervenção militar atuar com rapidez e sucesso, as condições atuais, infelizmente, não permitem que a aplicação do Artigo 142 seja realizada com a eficácia desejada. Esse tipo de intervenção, por mais brilhante que seja, nos permitirá saber como começa, mas nunca como termina, e é muito provável que não termine bem, daí a relutância em aplicar esse artigo nas condições que estamos vivenciando no contexto internacional.

Vale lembrar que foram necessários dois anos de planejamento antes que a intervenção de 1964 acontecesse e, por mais bem-sucedida que ela tenha sido, as coisas não terminaram tão bem como o planejado, e até hoje as Forças Armadas – e nós – pagamos um preço por isso; a esquerda tomou de conta não só da máquina pública como doutrinou e ocupou as mentes intelectuais do nosso país com uma eficiência tal que tudo que estamos vivendo agora é consequência direta de seu trabalho meticuloso e paciente nos moldes gramiscianos de ocupação dos espaços. Ao mesmo tempo, os militares também sabem o peso que lhes recaiu com as reduções dos orçamentos em defesa nos governos PSDB e PT.  

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