A Páscoa e a Google

Cultural

Robson Oliveira

Publicado em 05/04/2021

Após 40 dias de penitência e frugalidade, os cristãos comemoram a Páscoa de Jesus Cristo por 50 dias, até a Solenidade de Pentecostes. E os primeiros 8 dias são especiais: é chamada Oitava de Páscoa e se comemora como se fosse um só dia, um único Grande Dia de Festa. E é assim, pois para os cristãos, esta data é “A” data. É “A” festa de sua fé. É o dia em que Cristo Jesus venceu a morte e o pecado, trazendo aos homens o acesso à vida divina, à vida eterna. “Bem, alguém pode dizer, isso é lá com os cristãos e com aqueles que creem nas palavras e nos inúmeros milagres de Jesus”. É verdade, assim é também com os crentes do budismo e do taoísmo... ou do judaísmo. Cada fiel, ainda que creia ser sua fé a verdadeira, tem o dever de respeitar a fé alheia, na medida em que não se pode obrigar ninguém a crer. Neste sentido, é salutar a prática da Google de comemorar as festas das crenças, enfeitando seu site principal de buscas com detalhes que lembrem tais festas. Ocorre que, para os membros desta empresa, o cristianismo parece não merecer igual tratamento.

No último domingo, enquanto 1/3 da população mundial comemorava a Ressurreição de Jesus, a página oficial da Google trazia nenhum detalhe comemorativo, nenhuma marca distintiva. Parecia que era um dia comum, um dia sem importância, apesar de significar momento especial para mais de 2 bilhões de pessoas. Para marcar o ano novo chinês, ou as datas especiais do judaísmo ou de religiões orientais, a Google destacou os elementos específicos de tais crenças, mas ao cristianismo, pelo menos em 2021, nenhum destaque mereceu. O que esta prática significa? O que tal atitude pode apontar?

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