O desafio do bioterrorismo

Geral

Robson Oliveira

Publicado em 22/03/2021

Conta-se que homens das cavernas embebiam suas flechas em fezes de animais e lançavam-nas sobre seus inimigos, a fim de potencializar seus malefícios. Sabe-se que militares gregos utilizavam de cadáveres de animais para contaminar as fontes de água potável de povos hostis. A mesma estratégia foi usada na batalha de Tortona pelo imperador Barbarossa, no século XII, na Itália. 

As histórias moderna e contemporânea não são menos assustadoras e dão provas mil do que o homem é capaz de fazer para conquistar e manter-se no poder. No século XVIII, o coronel britânico Henry Bouquet, durante a Guerra de Pontiac, presenteou índios com cobertores previamente contaminados com varíola, causando uma peste que devastou a população indígena norte-americana. Na Primeira Guerra Mundial, o exército alemão infectou animais com Burkhordelia mallei e Bacillus anthracis para exportá-los até a tropa inimiga. Também na Guerra mais sangrenta de todas, o exército japonês criou a Unidade 731 para deliberadamente realizar experimentos de infecção de seres humanos vivos, os quais serviriam como bombas biológicas carregadas de inúmeros agentes biológicos maléficos. Recentemente, em 2001, os EUA foram alvo de um ataque feito por Antraz, que se espalhou pelo país por meio de cartas entregues pelos Correios, causando terror e apreensão à população norte-americana.

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