Amor em drágeas ou Eros e as Flechas de Sinapses

Geral

Robson Oliveira

Publicado em 15/03/2021

A literatura universal reúne diversas estórias sobre a origem do amor. Para uns, ele é um intermediário entre deuses e homens; para outros, um deus mesmo e os apaixonados tornam-se quase divinos. Platão é um dos que atribui propriedades intermediárias ao amor. Para este filósofo, tal sentimento tem ascendência divina nos personagens mitológicos Saciedade e Penúria, seus genitores. Por este motivo, o que ama sente-se simultaneamente completo e engenhoso, na busca do bem amado, e carente de tudo, na falta deste mesmo bem. Na tensão entre satisfação e insatisfação permanente encontra-se aquele que é tomado pelo amor. De modo metafórico, pode-se dizer que Eros (o semideus da estória platônica que dará origem ao Cupido romano) torna os apaixonados incompletos. Em uma de suas imagens mais conhecidas, suas flechas dividem os que amam, fazendo-os andar pelo mundo à procura dos que teoricamente podem completar suas vidas. A abordagem acerca do amor mudou bastante de Platão até hoje, mas ele é ainda motivo de muita discussão e pesquisa. Contudo, para a neurociência, diferente do que pensa a maioria da população, as flechas de Eros não estão direcionadas ao coração, mas ao cérebro dos apaixonados.

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