Esquerda: o lobo revigorado

Brasil

Alberto Alves

Publicado em 15/03/2021

Escreveu certa vez o teólogo e filósofo neerlandês Erasmo de Roterdã: “O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma”. Já ficou claro para muitos que as eleições de 2022 serão novamente polarizadas e ficará entre Bolsonaro e Lula. Para o conservador que acha que a vitória será fácil, ele poderá estar muito enganado. Há diversos fatores novos que virão com toda força e poderão tornar o problema quase que insolúvel para nós caso diversas medidas não sejam tomadas urgentemente.

Nunca foi tão fácil vencer um esquerdista – especialmente os petistas – nos debates envolvendo a sua administração.  Principalmente quando os resultados da Operação Lava Jato, ainda em ascensão em 2018, demonstravam isso sem qualquer questionamento. A facilidade era tão grande que inevitavelmente o Centrão, que na época não era visto da mesma forma que hoje – embora esquerda também – se uniu, não exatamente para apoiar Bolsonaro, mas para não permitir que o PT voltasse ao poder. Tal divisão favoreceu que a direita finalmente florescesse e ganhasse força, mas será que por muito tempo?

Como sabemos, o PSDB, que no teatro das tesouras dividia o poder com o PT, esperava que este lhe cedesse espaço depois que Lula saísse da Presidência da República, o que não aconteceu. Ficou claro então que o PT não iria mais querer “largar o osso” e algo precisava ser feito para que o PSDB voltasse ao poder. Foi então que a Lava Jato de Sérgio Moro entrou em vigor, e não só destruiu a reputação de Lula como o colocou na cadeia juntamente com a maioria da sua cúpula petista.

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