Não tem a ver com a sua saúde

Executivo

Alberto Alves

Publicado em 01/03/2021

Apesar dos R$ 420 bilhões repassados direto aos caixas dos governos estaduais do ano passado até 15 de janeiro de 2021, os governadores e prefeitos insistem em promover medidas restritivas como mecanismos de combate ao vírus chinês, deixando seu povo passar fome enquanto seguem como se nada tivesse acontecendo. Se a viagem de Dória para Miami pareceu um escândalo, o que pensar do prefeito de Florianópolis (SC), Gean Loureiro, decretar lockdown direto de Cancún? É o cinismo sendo manifestado sem qualquer pudor. Assim, é como bem escreveu o filósofo Olavo de Carvalho: “Se a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude, o cinismo é a afirmação ostensiva do vício como virtude”.

Embora estejam ocorrendo protestos contra essas medidas restritivas, eles ainda são pífios, apesar do dano provocado em todo o país, e não representam a maioria da população. Maioria esta que deveria se esperar que reagisse à essa altura do campeonato, depois de tudo que já vimos acontecer.

Nenhum governo governa sozinho, nem o faz sem o apoio da sociedade que o elegeu. Assim, quando um líder político toma medidas austeras como esse novo “toque de recolher”, como uma versão modernizada do “fique em casa”, ele encontra anuência da população através do seu silêncio subserviente. Ao que parece, a mídia tradicional continua tendo domínio sobre as massas e o medo ainda prevalece no imaginário popular apesar das já flagrantes contradições dessas medidas e da sua total ineficiência em resolver o problema. Isso sem falar dos escândalos de corrupção envolvendo a compra de respiradores, a desmontagem de hospitais de campanha sem nunca terem sido usados por falta de demanda e da recusa em utilizar o tratamento precoce do qual já foi largamente demonstrada a sua eficácia. 

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