As minorias e os supercidadãos

Comportamento

Robson Oliveira

Publicado em 09/02/2021

As redes sociais têm repercutido, com algum espanto e certa vergonha, as opiniões da militância progressista e seus discursos, no reality show mais visto do Brasil. Sem filtros, sem edições, sem maquiagens nem técnicas de neurolinguagem, a intolerância e a irracionalidade destas milícias ideológicas foram expostas para todo Brasil, e a paciência do brasileiro está em carne viva. 

Em nome de minorias que se multiplicam incontrolavelmente, os integrantes destes bunkers de privilégios mentem, ofendem, achacam, perseguem, tripudiam. E, não raro, cometem crimes. Não é o que parece ser o caso de alguns milicianos ideólogos deste reality? Ocorre, contudo, que décadas de militância universitária e a tomada de assalto das redações de todo o país forjaram grupos de supercidadãos, grupos de pessoas contra as quais braço da lei não se levanta. Dois casos antigos exemplificam este mal nacional.

Em 2014, um famoso professor de filosofia de São Paulo (ou alguém se fazendo passar por ele) cometeu o delito de incitação ao crime em uma rede social (Código Penal, art. 286), ao desejar que uma jornalista e apresentadora de telejornal fosse violentada sexualmente por causa de seus comentários políticos. Depois de seu desejo tomar proporções inesperadas nas redes sociais, o provocador deu entrevistas argumentando que era só “um mero professor”, como se a profissão o permitisse – ou quem se faz passar por ele – dizer e incitar estupro e coisas tais, sem responder em juízo por tais afirmações.


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