Revolucionários

Geral

Paulo Moura

Publicado em 08/02/2021

Do ponto de vista conceitual, sociológico e histórico, revolução é um termo que designa processos de transformação estrutural profundos em sociedades determinadas ou mesmo em sistemas econômicos e regimes políticos. Revoluções sociais costumam resultar em mudanças nas elites do poder, decorrendo de transformações sociais, econômicas, políticas e culturais que antecedem a mudança do poder, preparando as condições para a substituição da elite ligada à velha ordem pela elite da nova ordem.

Os modelos mais emblemáticos de revoluções ocorridas nos últimos séculos são a Revolução Gloriosa (Inglaterra 1688/1689), a Revolução Francesa (1789), a Independência dos EUA (1776) e a Revolução Russa (1917).

Decorrência das experiências das revoluções Francesa e Russa, criou-se uma confusão entre o que é uma revolução propriamente dita e o que é um golpe de Estado. Revoluções sociais e políticas implicam mudanças da elite no poder, mas o golpe de Estado, propriamente dito, é apenas um momento do processo revolucionário. Trata-se do momento do assalto ao poder ou, nos casos citados, da deposição do monarca e da tomada do trono pelas forças revolucionárias.

No sentido social e histórico do conceito, o momento da mudança no poder pode ser considerado como o ápice crítico de um processo que tem um antes e um depois. O antes é o momento da deterioração da velha ordem e de emergência da nova ordem. O depois é o momento da instauração e consolidação da nova ordem.

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