Brasil, levanta-te enquanto ainda podes andar!

Geopolítica

Alberto Alves

Publicado em 01/02/2021

Parafraseando o oficial da reserva da Marinha do Brasil, o comandante Robinson Farinazzo, a narrativa contra nossa soberania está tomando forma. Em 1968, falávamos que o Brasil precisava priorizar a educação e a saúde e assinamos o tratado de Tlatelolco, que bane armas nucleares na América do Sul. Em 1998, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assinou o Tratado de Não proliferação de Armas Nucleares – TNP temendo sanções. Corremos o sério risco de chegar em 2022 com as sanções internacionais, sem ter a educação, sem ter a bomba e sem ter a Amazônia.

Como bem escreveu o físico alemão, Albert Einstein: “o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade”. Ficar calado em momentos críticos como esse será como pedir para os nossos inimigos falarem por nós e deixar que todo o estrago seja feito. Curiosamente, as manifestações contra a bomba atômica brasileira já começaram a aparecer e vieram surpreendentemente de onde era de se esperar que viesse o maior apoio, a Sociedade Brasileira de Física – SBF¹ enquanto ex-ministros do Meio Ambiente difamam o Brasil e solicitam ajuda a líderes europeus que á tempos estavam de olho na nossa Amazônia². Para quem ainda não percebeu, tais fatos são de gravidade singular que ameaçam seriamente a soberania de nosso país e a nossa liberdade.

No dia 28 de janeiro deste ano a SBF publicou um “Alerta da Comissão de Área de Física Nuclear para a consulta pública sobre a construção da bomba atômica brasileira”. Lá eles reconheceram que o tema é sensível, mas logo se manifestou em defender a adesão do Brasil ao TNP argumentando que o tratado “tem contribuído para a manutenção da paz mundial, não obstante divergências sobre a garantia do uso das armas nucleares asseguradas a apenas alguns países”. Além disso, argumentaram que “o possível financiamento de tal projeto poderia causar ainda mais cortes no financiamento da ciência que vem sendo desenvolvida no Brasil. Na área nuclear, a operacionalização de Angra 3 e a construção do reator multipropósito, que garantiria a produção de radiofármacos dos quais o país necessita e que importa a custos altíssimos, são necessidades urgentes que precisam de financiamento”.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar