Ser autêntico!

Comportamento

Robson Oliveira

Publicado em 30/01/2021

Para o homem contemporâneo, uma das características mais desejadas e comemoradas é a autenticidade. Entende-se por autenticidade o direito - e para alguns até mesmo o dever - de agir externamente sempre e em todo o momento como determinam suas paixões e desejos momentâneos. Trata-se de realizar o direito de não calar as vontades e anseios mais rudes, em contraposição a valores e deveres para com os bons modos e a civilidade.

Para os que se movem sob este princípio, se alguém está chateado com outrem, é direito não sublimar este sentimento, mas seria justo manter-se indiferente ao objeto da mágoa. E há alguns que defendem até mesmo que é dever moral expressar sua insatisfação contra aquele de quem se tem rancor e desafeto, ou até remoer esse sentimento para que dê lugar a algo mais pernicioso. Para alguns de nossos contemporâneos, ser autêntico não é só uma virtude entre outras, mas a virtude mais importante de todas, contra a qual os que impõem limites e tentam superar tais sentimentos são chamados de hipócritas, falsos e dissimulados porque não fazem o que têm vontade de fazer.

Com efeito, há algo de verdadeiro nessa tara por autenticidade que grassa nossos contemporâneos. Há algo de verdadeiro na exigência de semelhança entre a vida interior das pessoas e seu exterior. A hipocrisia precisa ser combatida, sim. Não agir contra seus próprios princípios e determinações mais íntimas é, inclusive, norma moral fundamental. É a consciência própria o último critério para o julgamento das ações morais de todos os homens.

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