Armas nucleares: ter para não precisar usar

Geral

Alberto Alves

Publicado em 25/01/2021

Para além de uma excelente oportunidade de tirar das mãos da esquerda o protagonismo em determinar quais pautas devem ser discutidas pela sociedade, a segurança nacional, além de urgente, se faz necessária especialmente no mundo hostil e ameaçador que está se desenhando à nossa frente. Como bem escreveu o polímata, militar, médico cardiologista, professor, escritor e político brasileiro, Dr. Enéas Carneiro: “Quando se constrói a bomba atômica, o que se está dizendo é: eu sou adulto, eu deixei de ser criança”.

Imagine você sendo rico e indo se mudar para outra residência. Certamente, uma das principais preocupações que você teria, além da logística para seu trabalho e acesso a mercado e escolas para seus filhos, é a segurança da sua nova casa. É razoável pensar que esse seria um ponto decisivo a ser considerado. Mesmo assim, você certamente não iria abrir mão de um sistema adequado de proteção para a sua residência se tiver condições e oportunidade para fazê-lo. Quando você era criança, essa preocupação talvez nem passasse pela sua cabeça, mas se você é um chefe de família isso certamente poderá lhe tirar o sono caso suas necessidades de segurança não sejam satisfeitas.

Exceto pela mudança de residência, a analogia cabe perfeitamente em um país com relação aos seus vizinhos, embora não haja qualquer problema associar essa mudança de localidade com a de um contexto geopolítico novo, que outrora se mostrava seguro, mas que agora mudou de cena quase que completamente, como a família que vai morar em uma terra estranha e aparentemente perigosa.

Esse é o caso do nosso país. Desnecessário demonstrar o quão rico nós somos em termos de recursos naturais e o quão perigoso é ficar num ambiente onde a segurança da nossa casa não é mais apropriada, dada a instabilidade geopolítica à nossa volta.

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