O jeito legal e legítimo no trato com a coisa pública

Congresso

Daniel Lemos

Publicado em 23/01/2021

Quando se concluíram as eleições de 2020, muitos veículos da mídia tradicional saíram comemorando o que apelidaram de “clara derrota do bolsonarismo”, que os candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro, que fez apenas alguns acenos (não se envolveu diretamente no pleito como antecessores da esquerda) e que os partidos de centro eram os maiores vencedores. Alguns gritaram “vivas ao PSOL” por sair com 2 eleitos para 5 municípios. Todos comentaram o avanço de DEM, PP e PSD, e o encolhimento de PT, PSDB e MDB. Importante mesmo era criar a narrativa falsa de que os derrotados, no final de tudo, seria os mais de 57 milhões de eleitores de 2018 que fizeram uma opção para o Brasil mudar de verdade.

Enxergando melhor o horizonte, não era possível fazer esse tipo de análise rasa. Defendi que conservadores não caísse nessa armadilha plantada pelas mídias e que entendessem o óbvio dentro do campo político partidário possível. O desenho pulverizou os apoiadores das pautas de governo e costumes em vários partidos, o que não demonstrava o revés político do presidente, mas apontava que a articulação seria ampliada e era urgente reorganizar suas condutas dentro do poder legislativo. Segue sendo algo desafiador, mas com janelas de oportunidade maiores para escrever novos capítulos nos próximos dois anos.

De fato, existe diferença entre eleições municipais para as eleições gerais ocorridas em 20018. E essa análise é possível fazer quando, nos dias atuais, assentamos as forças políticas nas disputas das mesas da Câmara e Senado. Lados que sempre foram antagônicos em discursos, juntos, falando a mesma língua dos velhos conchavos políticos. Ao que estranho parece, até mesmo o partido da presidente impichada resolveu apagar da história, aquele famoso golpe, e se juntar com o MDB, o partido do algoz da “presidenta”, Michel Temer.

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