Jornalismo “Profissional”: máquina de moer reputações

Brasil

Robson Oliveira

Publicado em 18/01/2021

É um tanto engraçado assistir ao jornalismo “profissional” agonizando em editoriais e entrevistas, tentando entender o que aconteceu com o domínio incontestável sobre sua audiência. Embora cômico, contudo, não deixa de ser curiosa a ignorância que se abate sobre tantas pessoas cujo trabalho é interpretar a realidade a sua volta. E a incapacidade encontra sua explicação no modo afetado, soberbo e superior com que o jornalismo brasileiro trata sua audiência.

De fato, quando não ofende leitores e espectadores, tratando-os como verdadeiros imbecis, mentindo e contradizendo-se desavergonhadamente todos os dias, o extremo-jornalista tenta tutelar a audiência, limitando a hermenêutica da notícia e tentando colar a pecha de radical ou obtuso em qualquer profissional que tenha mais respeito pela audiência ou mesmo pela notícia. Por isso, os dissidentes que se recusam a rebaixar assim sua audiência ou que respeitem tanto a verdade da notícia tornaram-se as vítimas preferenciais do jornalismo “profissional”, sofrendo o assassinato de suas reputações, não importando se se trata de um novato ou uma lenda do jornalismo nacional.

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