Não basta só querer

Comportamento

Alberto Alves

Publicado em 11/01/2021

Um excelente exemplo do que a cooperação humana voluntária é capaz de fazer é a Estação Espacial Internacional. Um artefato que orbita a Terra a aproximadamente 400 km de altura e viaja a uma velocidade de impressionantes 28 mil km/h, o que lhe permite dar uma volta ao planeta em torno de 90 min. Em meio ao vácuo hostil do espaço, pelo menos três profissionais de nacionalidades diferentes convivem em harmonia de maneira a produzir conhecimentos científicos que irão beneficiar a humanidade rumo à sua ascensão pelo cosmo com o nobre objetivo de assegurar a sobrevivência de nossa espécie. O astronauta que vislumbra a Terra lá de cima geralmente fica inebriado com tamanha beleza e se sente um privilegiado por tal oportunidade que, por enquanto, é para poucos. Se somos capazes de tamanha proeza, porque em pleno século XXI ainda temos que nos preocupar com a manutenção da nossa liberdade? Afinal, sem ela, nada disso seria possível. 

Como bem disse o polímata alemão Johann Goethe: “Não basta saber, é preferível saber aplicar. Não é o bastante querer, é preciso saber querer”. Mesmo em plena era da informação, quando acontecimentos podem ser conhecidos ao vivo em qualquer lugar do planeta, coisa impensável há menos de um século, parece que estamos regredindo a passos largos rumo à ignorância, matéria-prima fundamental para a promoção da escravidão arquitetada pelos revolucionários socialistas.

Talvez encantada pelas facilidades que a tecnologia da informação e do entretenimento nos proporciona, a maioria de nós simplesmente deixou de se preocupar com o que se passa à nossa volta no tocante à nossa segurança e passou a delegar sua confiança a uma casta de “especialistas” que falam e pensam por nós, tornando-os nossos “assessores” que nos darão todas as informações necessárias “mastigadas”, prontas para engolir, quando delas precisarmos. Infelizmente, a maioria de nós simplesmente julga desnecessário conferir essas informações, quando poderíamos fazê-lo, nós mesmos, com um “clique” ou um toque de dedo.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar