Os intelectuais como agentes da guerra político-cultural

Brasil

Paulo Eneas

Publicado em 05/01/2021

A importância que a esquerda confere aos seus intelectuais na guerra política e cultural pode ser medida por um exercício imaginativo: convidamos o leitor a imaginar se seria concebível que no auge da era petista, com a popularidade de Lula alcançando níveis históricos, a militância petista iria fazer pouco caso, ou mesmo considerar descartável sua elite intelectual da USP e alhures.

A resposta é um rotundo não. Mesmo no auge de seu poder e popularidade combinados, sem qualquer força política no horizonte que os ameaçasse no curto prazo, a militância petista jamais considerou descartável a sua elite intelectual. Pelo contrário, esta elite era prestigiada e valorizada, muito mais até do que algumas lideranças políticas do petismo.

Pois, ainda que de modo difuso entre as diversas camadas da militância, sempre houve o entendimento de que aquela elite intelectual esquerdista era a responsável por criar na esfera da cultura e do imaginário as condições para a ascensão do petismo, a principal versão brasileira do movimento comunista naquele momento. Uma ascensão que se iniciou no campo da opinião pública, até alcançar o exercício do poder político no país.

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