2020 demarca o nascimento de um sistema global de censura

Geral

Paulo Moura

Publicado em 04/01/2021

A prática da censura era, até as primeiras décadas do século XXI, associada aos governos que, ao longo da história, desde a Roma Antiga, se auto atribuíam o poder de definir padrões de "moralidade pública" a serem seguidos e de cerceamento das liberdades daqueles que ousassem desobedecer. A função de “garantia de uma determinada moralidade” é a origem do sentido das palavras "censor" e “censura". 

Censurar é controlar os meios através dos quais os membros de uma sociedade se informam. Na interpretação tradicional do latim, censura seria a desaprovação e a remoção da circulação pública de informações ou de produções artísticas com objetivo de proteção dos interesses do Estado, de uma organização, grupo ou de um indivíduo. 

A prática da censura visa à manutenção de status quo vigente em determinadas sociedades, para evitar que mudanças no pensamento dominante abalem a dominação de um determinado grupo social, prevenindo a disposição de mudança nas relações de poder ou de padrões de comportamento social que sustentam esse poder. 

Numa acepção mais ampla e contemporânea a prática da censura pode ser associada a centros de poder e influência, tais como grupos de interesses (ONGS e movimentos sociais,  


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