Os dois sinais

Judiciário

Alberto Alves

Publicado em 21/12/2020

Antigamente, quando se executava um golpe contra um rei ou um imperador, geralmente acontecia com a consequente morte do líder perseguido. Era esperado, no entanto, que a retaliação viesse de forma igualmente violenta. Felizmente não estamos mais naqueles tempos selvagens de disputa pelo poder em nosso país, mas se engana quem acha que aqueles que tentaram derrubar Bolsonaro não o matariam se pudesse.  

Como bem escreveu o pastor evangélico estadunidense, Charles Swindoll: “Um dos sinais indicativos de maturidade é a capacidade de discordar sem se tornar desagradável”. 

Foi isso que fez recentemente o ministro Paulo Guedes, que revelou seu sucesso em tentar evitar o golpe contra o presidente ao tentar acalmar o ímpeto de Weintraub em desafiar o STF. Não que o então ministro da Educação não tivesse excelentes razões para isso, além, claro, de amplo apoio do povo, mas é improvável que aquilo fosse realmente dar certo, tamanho era o esquema arquitetado contra o governo segundo denunciou o próprio Terça Livre antes que Guedes resolvesse falar a respeito. Essa decisão de Weintraub fatalmente iria contribuir para a narrativa já preparada para o golpe com todo o apoio parlamentar, jurídico e principalmente midiático já arquitetado. 

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