Desmitificando a Ciência

Cultural

Robson Oliveira

Publicado em 14/12/2020

Quando a Filosofia da Ciência contemporânea trata da pesquisa científica, não pode deixar de compreender primeiramente que tipo de noção de ciência está suposto em sua análise. Seja na reflexão, seja na produção de ciência, há um princípio que é anterior e que norteia tanto a pesquisa quanto sua produção: é a noção de desinteresse ou de autonomia. É preciso derrubar esse mito!

Tal compreensão da ciência produziu na História da Ciência dos últimos 90 anos algumas consequências relevantes: 

a) primeiramente gerou a célebre distinção entre História Interna e História Externa da Ciência, explorada por Imre Lakatos tão fortemente; 

b) em seguida poderíamos distinguir as correntes conhecidas como Programa Forte Programa Fraco, cujas características podem resumir-se em afirmar, uma mais enfaticamente que a outra, o papel da sociedade na produção do conhecimento (e consequentemente da ciência); 

c) finalmente, fortalecem-se as correntes derivadas do internalismo e do externalismo da ciência, gerando o que conhecemos por Natural Knowledge Social Knowledge. Claro está que os pontos b e c derivam diretamente de a, o que não significa que sejam cronologicamente subsequentes nem que se sucedam de modo causal. 

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