​Longe de Moscou

Geopolítica

Márcio Coimbra

Publicado em 09/12/2020

Na lista de antigos satélites da União Soviética que passaram a desagradar Moscou, a Moldávia assumiu um lugar de destaque. 

Depois de possuir governos tutelados pelo Kremlin, finalmente o país parece começar a se desprender das amarras do passado e olhar adiante, focado na Europa e nos valores democráticos, deixando de lado o sombrio passado socialista. 

Maia Sandu é a mais nova preocupação de Moscou. A jovem política de 48 anos foi eleita em segundo turno contra Igor Dodon, candidato dos russos, preferido de Vladimir Putin e atual Presidente. A Moldávia, que faz fronteira com a Romênia, com quem divide laços étnicos e culturais, sente-se hoje mais perto da União Europeia do que de Moscou. Sandu é a mais forte expressão deste movimento.

A Moldávia segue o mesmo caminho de outras antigas repúblicas soviéticas, que hoje independentes, buscam maior autonomia em relação à Rússia. Apesar de formalmente não fazerem mais parte da União Soviética, a sombra de Moscou ainda paira em muitos destes países. Assim como em Belarus, a batalha está hoje em outro plano e foca em isolar a influência política dos russos em suas vidas. 

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