Em 12 anos sobrarão 5 partidos

Brasil

Paulo Moura

Publicado em 03/12/2020

No período que antecedeu a eleição de 2020 o presidente Bolsonaro surpreendeu sua base ativista ao especular publicamente com a possibilidade de se filiar a um partido existente logo após o pleito, “caso a Aliança pelo Brasil” não se viabilizasse.

No meio político e jurídico especializado em legislação eleitoral e conhecedor dos trâmites da Justiça Eleitoral é consenso que é praticamente impossível criar um partido em condições de disputar a eleição de 2022, mesmo considerando o esforço já despendido pelos apoiadores do presidente Bolsonaro. 

O presidente já sabe disso, mas mantém viva a esperança na criação do novo partido como artifício para manter sua base ativa até apresentar a justificativa definitiva para a desistência da criação de um novo partido.

Gente que participou da criação do Partido Novo assegura que é necessário coletar dez vezes mais assinaturas que o necessário para contornar as objeções dos cartórios eleitorais, ou seja, para validar 492 mil assinaturas, os apoiadores do Aliança precisariam coletar quase cinco milhões de fichas de apoiamento. Isso porque muita gente filiada a outros partidos assina as fichas de apoio sem saber que essa prática anula o apoio e muitas fichas são preenchidas incorretamente ou contendo lacunas, levando à anulação delas. 

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