Eleição 2020: A direita tomou uma surra. E agora?

Eleições

Paulo Moura

Publicado em 23/11/2020

Duas linhas de avaliação do resultado circulam nos ambientes da direita após a derrota acachapante que sofremos. Por um lado, estão os que depositam o resultado na conta de uma eventual fraude que não temos condições nem força para comprovar. Por outro, estão líderes como Filipe Martins e Douglas Garcia, que propõem uma avaliação autocrítica tendo como base nossos próprios erros. Prefiro seguir o segundo caminho.

O primeiro requisito para a eficácia da ação política é o diagnóstico correto da realidade. Botar a culpa no inimigo ou numa eventual fraude não é um bom caminho para interpretar o resultado de uma eleição na qual o inimigo venceu. Muito menos para planejar nossos passos futuros.

Para efeito da análise que farei aqui, vou desprezar a hipótese de fraude, porque, se houve fraude, nenhuma análise se faz necessária, nenhuma autocrítica e reconhecimento de erro se justifica. Talvez eu vire vítima de ataques da direita pelo que vou dizer, mas nunca me furtei em assumir o risco de ter posição e não temo o comportamento da espiral do silêncio que cala a autocrítica e semeia o terreno para novas derrotas.

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