O justiceiro linguista

Brasil

Robson Oliveira

Publicado em 15/11/2020

O Liceu Franco-Brasileiro, um colégio tradicional e centenário da cidade do Rio de Janeiro, na última quarta-feira, dia 12/11, comunicou aos pais e alunos da instituição, que adotaria a partir de então os padrões linguísticos preconizados pela chamada “linguagem inclusiva”, aplicando às normas gramaticais da língua portuguesa critérios de igualdade de gênero. 

O comunicado foi feito pela internet, surpreendendo os responsáveis dos seus alunos, de modo um tanto espalhafatoso e com um quê marqueteiro, quase dando a entender que a notícia tinha o objetivo de lacrar nas redes, ganhando likes de sua audiência e fazendo avançar as políticas progressistas relativas ao debate sobre as questões de gênero. 

Ao final do dia, contudo, o Liceu voltou atrás em sua sanha lacradora e fez um mea culpa novamente malfeito e improvisado, provavelmente por ver seu intuito malogrado: as redes não apoiaram a decisão do colégio, os responsáveis, mantenedores e primeiros interessados na qualidade do ensino da instituição, não gostaram da notícia, a sociedade civil não aprovou, memes não pararam de surgir na internet... E o colégio – provavelmente por  isso e não porque esteja convencido do erro cometido – lançou nota comunicando que continuará a ensinar a norma culta da língua portuguesa em suas aulas, provas e comunicados oficiais, facultando aos professores o “direito” de usar a tal “linguagem inclusiva”. 

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