Mario Quintana

Cultural

Letícia Dornelles

Publicado em 09/11/2020

O poeta Mario Quintana nasceu no inverno rigoroso, de julho, em Alegrete, pequena cidade gaúcha. É também onde nasceu a minha mãe. Tenho duplo carinho por Alegrete. Região no extremo Sul do Brasil. Fronteiriça. Do vento Minuano, que corta a alma como faca  afiada, e dá a sensação de que se está no freezer.

No que se vira uma esquina, o vento parece levar o corpo da gente, como folha que se desprende da árvore.  

As esquinas do Rio Grande do Sul são geladas. Existe uma expressão para simbolizar lugar distante. Dizemos que o lugar fica “lá onde o vento faz a curva”. No inverno do Rio Grande do Sul, o vento está sempre fazendo curvas e congelando os viventes. 

De Alegrete, também saiu para o mundo o técnico de futebol João Saldanha. Eu o conheci quando trabalhava no jornalismo de esporte da tv. Saldanha gostava de prosear. Ficava horas e horas na redação da tv contando causos sobre futebol, gente famosa e anônima, que ele conhecia pelo mundo afora.  

 

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