E assim surgiu o Comando Vermelho

Brasil

Rogério Greco

Publicado em 19/10/2020

O presídio da Ilha Grande, também conhecido como “Caldeirão do diabo”, era repleto de histórias de incontáveis infrações penais que nele haviam sido praticadas. Abrigou presos ilustres, desde quando ainda se chamava Colônia Correcional de Dois Rios, sendo um deles o escritor de Memórias do cárcere, Graciliano Ramos, preso durante o regime da ditadura Vargas, em 1936. 

O presídio da Ilha Grande, principalmente durante a era Vargas, recebeu inúmeros presos políticos, ligados aos partidos  e grupos terroristas de esquerda, que se misturavam aos presos comuns. Naquela época, os presos comuns perceberam a diferença de comportamento entre os presos políticos, e  foram se interessando pelos ideais revolucionários, se dobrando, pouco a pouco, aos ensinamentos e às doutrinas bolcheviques.

No início da década de 1970, dentro do presídio da Ilha Grande, havia vários grupos criminosos, denominados Falanges (Falange Jacaré, considerada a maior delas, Falange zona norte, Falange zona sul, Falange da Coreia etc.). Entre os presos, a rivalidade era comum. Estupros, homicídios, lesões corporais, ameaças, roubos, furtos, enfim, todo tipo de infração penal era praticado dentro do sistema prisional, tal como ocorre, ainda, nos dias atuais. 

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