O custo do atraso dos Aterros Sanitários

Brasil

Carlos Dias

Publicado em 06/10/2020

Observamos que as empresas que operam os Aterros Sanitários nas capitais do país estão desenvolvendo seus melhores esforços de persuasão e de representação jurídica junto ao Supremo Tribunal Federal no sentido de reverter, ou adequar aos seus interesses, a decisão que proíbe a implantação de Aterros Sanitários em Área de Preservação Permanente (APP).

Esse movimento, do qual também participam as associações patronais de classe, está inteiramente desconectado da modernidade e das tecnologias Waste to Energy. Os operadores de aterros sanitários objetivam apenas preservar direitos que entendem como adquiridos pelo longo tempo que operam dessa forma o lixo urbano no país.

Grandes empresas, e parte significante dessas, são braços de construtoras pesadas, cujo interesse é o de manter e de consolidar suas fortes presenças nesse mercado, bem como assegurar que a receitas financeiras obtidas por meio da exploração de bens públicos sejam a base e o lastro do equilíbrio de sua equação econômica. A manutenção do manejo dos atuais aterros sanitários não tem possibilidades de se equilibrar econômico e financeiramente ou ter outra fonte de receitas fora a cobrança às prefeituras pela prestação dos serviços de Tratamento e Destinação Final de Resíduos Sólidos Urbanos.

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