Uma espécie de engenharia

Comportamento

Carlos Maltz

Publicado em 06/10/2020

Sim é mais velho que as pedras. Não fosse, e a magia “negra” não seria uma das profissões mais antigas. Lembremos sempre, também, que, segundo as Escrituras Sagradas da Civilização Ocidental, já na primeira geração que tivemos aqui na Terra, um irmão matou o outro porque achou que o pai gostava e dava mais atenção a ele do que a si. Embora nesse caso, tenhamos um crime passional motivado pela inveja e pelo ciúme, que me parece uma coisa bem mais fácil de compreender.

Talvez até, quem sabe, tenha sido uma espécie de primeira revolução em busca de “Justiça Social” que tenhamos notícia. Afinal de contas, que direito o pai tinha de gostar mais de um do que do outro, não é mesmo?

Mas é diferente. O cara ficou furioso, ofendido, foi lá e irado, fez. Nossas penitenciárias estão cheias de pessoas que “perderam a cabeça” em um determinado momento e cometeram o ato. Compartilhando a vida com assassinos e traficantes profissionais.

É diferente. O cara que deseja a morte do outro não está engolido pela ira. Não está em um momento de perda da consciência. Está frio. Tem tempo pra pensar e decidir, que o melhor pra ele e pra humanidade é a morte do outro. É um ato pensado, racional. Derivado de cálculo. Uma espécie de Engenharia.

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