Venezuela, a vingança de Rússia contra a Hispanidade

Geopolítica

Rafael Valera

Publicado em 13/08/2019

A Guerra Civil na Espanha e seu prelúdio podem ser interpretados de formas diferentes, seus massacres se opõem ao ponto de anulá-se uns aos outros, suas apologéticas, evocadas como argumentos. O que é um fato é que o único império que desejava a Espanha com excessiva ganância foi a União Soviética. Apesar da guerra declarada por Stalin a Leo Trotsky, o primeiro deles e Mólotov adotam a máxima trotskista: “A revolução socialista começa dentro das fronteiras nacionais; mas não pode ser contida nelas”, visto que o que estava acontecendo na península seria a definição do próximo confronto militar em larga escala. Poucos anos depois, no alvorecer da Segunda República e à beira da Guerra Civil, o Presidente do Conselho de Ministros e proeminente líder do PSOE (presidente até 1935), Francisco Largo Caballero, falaria em 1936 no Cinema Europa:

«Declaro paladinamente que antes da República nosso dever era trazer a República; mas estabelecido este regime, nosso dever é trazer o socialismo. E quando falamos de socialismo, não devemos apenas falar sobre o socialismo simples. Precisamos falar sobre o socialismo marxista, o socialismo revolucionário. Temos que ser marxistas e ser-lo com todas as suas conseqüências. A República burguesa deve ser transformada em República socialista. Nós não desistimos disso.»

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